TERRITÓRIOS DA ARTE

9º ANO - 1º BIMESTRE - VOL1

CILDO MEIRELES
"MARULHO"

O Artista
O carioca Cildo Meireles é um dos mais destacados artistas plásticos de todo o mundo, e, ao longo de mais de três décadas, desenvolveu umas das mais consistentes e inventivas trajetórias da arte contemporânea brasileira, tornando sua obra conhecida e admirada internacionalmente. Cildo acaba de chegar de Nova York onde recebeu, em abril deste ano, o Prêmio Skowhegan. Paralelamente à mostra do Museu Vale do Rio Doce, trabalha na montagem de Eureka/plaindhotland na Tate Gallery em Londres, e Missão/Missões (Como construir catedrais) em Zurich. Além disso, desenvolve o projeto de Atlas, obra idealizada em homenagem à Manzoni, que ficará ao ar livre em um parque na cidade de Svolvear, Noruega; e trata da sua participação nas Bienais de Copenhague e São Paulo.

EXPOSIÇÃO
ESPÍRITO SANTO, VITÓRIA


Livros entrelaçados e mares; livros e mares, mares e livros. Verdes mares; mares azuis, transparência. É Marulho, de Cildo Meireles, uma das principais obras do artista que irá compor a exposição Babel no Museu Vale do Rio Doce, em Vitória, a partir de 30 de junho. A outra grande âncora da mostra será a nova montagem de Babel, formada por centenas de rádios ligados e sobrepostos em círculos. A obra, inédita no Brasil, foi exposta anteriormente na Finlândia e incorporada à coleção do Kiasma Museum de Helsinque.
A exposição, cuja proposta é apontar momentos exemplares da produção do artista, relacionando-os com a discussão crítica do espaço presente em toda a sua trajetória, contará com outras seis obras - Cantos, Sal sem Carne, Cruzeiro do Sul, Malhas da Liberdade, Glove Trotter e Mebs/Caraxia - igualmente importantes para a compreensão do que há de distintivo no trabalho de Cildo.
A seleção dos trabalhos, segundo Moacir dos Anjos, curador da mostra, foi desenvolvida com o objetivo de impor ao visitante uma negociação do espaço com a obra; não apenas o espaço físico, como em Cantos, mas também o espaço geopolítico. “As obras promovem uma confluência de diferentes culturas, articulam essas diferenças, confrontam realidades, como em Sal sem Carne, por exemplo, que mistura as culturas indígenas e ocidentais”, revela Moacir. Outro aspecto interessante apontado pelo curador é a utilização do som: em Babel, Marulho, Sal sem Carne e Mebs/Caraxia, o espectador mergulha também numa experiência sensorial, que o leva para viagens exclusivas, únicas, num espaço próprio.
A exposição é uma realização da Fundação Vale do Rio Doce, com o patrocínio da Companhia Vale do Rio Doce e produção da Artviva Produção Cultural.

Navegando pelas obras
Marulho (1997) – Exibida no Brasil apenas no Rio de Janeiro e Brasília, é composta de um píer de madeira que avança sobre uma sala ampla onde se encontram, sobre o chão, milhares de livros abertos que se entrelaçam ordenadamente e em cujas páginas encontram-se imagens de mares distintos. No ambiente, ecoa a edição sonora da palavra água gravada em 80 idiomas.

Babel (2001) – Inédita no Brasil, esta nova versão da obra é formada por uma torre de 5 metros composta por centenas de rádios - de épocas, modelos e tamanhos diversos – sobrepostos em círculos, ligados e sintonizados em diferentes estações de emissoras AM e FM, emitindo sons de várias programações.

As duas obras têm a questão sonora como ponto em comum. Ambas foram concebidas nos anos 90 e, segundo Cildo, brotaram da mesma situação hipotética, híbrida, que liga a ambição, a soberba, o orgulho à vontade de se comunicarem. “Os dois trabalhos estão unidos a uma das mais fortes características do homem, que é a vontade de chegar a Deus”, diz o artista.

TEXTO RETIRADO DO SITE:
http://www.revistamuseu.com.br/noticias/not.asp?id=9539&MES=/6/2006&max_por=10&max_ing=5





VÍDEO RETIRADO DO SITE:
http://www.youtube.com/watch?v=xm4RSEd5cBs

BIBI FERREIRA

"Gota d' água"

Atriz. Cantora. Diretora. Compositora.
Filha do ator Procópio Ferreira e da bailarina e cantora espanhola Aída Izquierdo, desde muito cedo começou a atuar nos palcos. O bisavô materno era cantor lírico e os avós, artistas de circo. Batizada pelo casal de atores Oduvaldo Vianna, pai do dramaturgo Oduvaldo Vianna Filho, o Vianinha e Abigail Maia, com apenas vinte dias de nascida entrou numa cena nos braços da madrinha, durante a peça "Manhãs de sol", de autoria do próprio Oduvaldo Vianna. A estréia não profissional e tão precoce ocorreu porque Abigail Maia, que também era cantora, entrava em cena carregando uma boneca, que não foi encontrada até o início do espetáculo naquela noite. Nada melhor, portanto, que um bebê de verdade entrasse em cena, ainda mais sendo filha e afilhada de artistas. Apesar de em sua certidão de nascimento constar o dia 10 de junho de 1921, ela própria jamais teve certeza da data de seu aniversário, pois sua mãe afirmava que o dia teria sido 1 de junho, enquanto seu pai sustentava que o dia certo era 4 de junho. Um ano depois de seu nascimento seus pais separaram-se. Sua mãe tinha então 16 anos e ela foi viver com a mãe, que atuava na Companhia Velasco, excursionando pela América Latina.

Seu primeiro idioma foi o espanhol. Dançava e cantava o flamenco e praticava desafios, um hábito que era cultivado pelas crianças da Companhia. Por volta dos 7 anos retornou ao Brasil, indo morar com o pai no Rio de Janeiro, quando aprendeu português e começou a interessar-se por ópera, uma das paixões de seu pai. Entrou para o Corpo de Baile do Teatro Municipal onde permaneceu até os 14 anos, indo aperfeiçoar-se no Teatro Colón, em Buenos Aires. No entanto, aos 9 anos, foi impedida de matricular-se no tradicional Colégio Sion, em Laranjeiras, por ser filha de artistas, apesar do pai ser um dos mais prestigiados e famosos atores da época. Gostando de música desde muito cedo, tencionava tornar-se música e até maestrina. Aprendeu piano e violino. Quando na Europa, chegou a participar como atriz de um filme inglês, ao lado do astro Sabu. Seu professor de piano percebeu então que a jovem aluna tinha o chamado "ouvido absoluto". Ainda criança, adaptava letras de composições de Noel Rosa e Lamartine Babo a melodias de óperas de Verdi e Rossini, entre outros. A experiência seria utilizada por ela muitos anos mais tarde ao compor a "Operabrás", mesclando letras de Dorival Caymmi e Lamartine Babo a músicas de Rossini e Gounod.

Em dezembro de 1975, estreou a peça "Gota d' Água", uma adaptação de Chico Buarque e Paulo Pontes, com quem era casada, para a tragédia grega "Medéia", de Eurípedes. O texto era inspirado numa idéia do dramaturgo Oduvaldo Vianna Filho, que adaptara "Medéia" para um especial exibido pela TV Globo, três anos antes, com Fernanda Montenegro no papel principal. Na peça de Chico Buarque e Paulo Pontes, viveu Joana, a "Medéia brasileira". Algumas canções da peça, compostas por Chico Buarque, tornaram-se clássicos na interpretação da atriz, como "Gota d' água" e "Bem-querer".




VÍDEO RETIRADO DO SITE: http://www.youtube.com/

Georgette Fadel e Cristiano Tomiossi
Gota d´Água – Breviário
Direção: Heron Coelho e Georgette Fadel.


Resultado de um núcleo de pesquisa dramatúrgica de textos nacionais, o grupo Breviário (composto por 10 integrantes, entre músicos e atores), formou-se no Sesc Ipiranga, no primeiro semestre de 2005, processo que resultou no projeto Em Cena: Ações!!!, ciclo de releituras que abrangeu peças de Guarnieri, Vianinha, Chico Buarque, Dias Gomes, entre outros, e contou com a participação colaborativa de atores e pesquisadores envolvidos no processo (dentre eles, o próprio Guarnieri, o poeta Ferreira Gullar, as professoras Adélia Bezerra de Menezes, Iná Camargo Costa e Maria Silvia Betti, bem como de atores como Maria Alice Vergueiro, Marília Medalha, Zezé Motta, entre outros).
Sobre a peça
Escrita em 1975, por Chico Buarque e Paulo Pontes, a peça Gota D'água transpõe a tragédia grega para a ambiência urbana carioca, deflagrando a miséria e a exploração sofrida pelos moradores de um conjunto habitacional, a Vila do Meio-dia, cujo foco central é a relação entre Joana, mulher abandonada com filhos, e Jasão, um compositor popular alçado por Creonte, proprietário da Vila. A teia da tragédia se arma sob a égide das relações opressivas entre o mais forte e o mais fraco.
Gota d’Água — Breviário, de Chico Buarque e Paulo Pontes. Direção de Georgette Fadel e Heron Coelho.
Com Georgette Fadel, Cristiano Tomiossi, Alexandre Krug, Luiz Mármora, Daniela Duarte, Luciana Barros e Flávia Melman.

Texto retirado do site:
http://www.jornaljovem.com.br/edicao9/teatro04.php
Vídeo da Peça de Teatro: Gota d'água - Breviato
http://www.youtube.com/watch?v=a4VOaUndYZY

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